Empalmação

Este é um exercício no qual as mãos são usadas para suavemente cobrir os olhos. Os ossos das bochechas ficam dentro das palmas das mãos, e os dedos se cruzam acima dos olhos, com os olhos descansados suavemente dentro das palmas. As mãos impedem totalmente a entrada de luz. É difícil realizar este exercício com resultado satisfatório a menos que os cotovelos se apóiem sobre uma mesa de tal modo que todos os músculos do corpo estejam relaxados. O efeito posterior é que tal atitude deliberada e não normal impressiona a mente. Para completar o procedimento é necessário ocupar a mente continuamente em alguma linha de raciocínio e não deixá-la livre como normalmente acontece.

Mesmo com toda luz impedida, haverá o aparecimento de luzes, cores e fagulhas, que parecem ser vistas pelos olhos. Elas são ilusões. São produzidas no centro visual do próprio cérebro. De uma maneira mais simples, é exatamente imaginação, visto que não há luz entrando nos olhos. Algumas vezes estas aparências persistem.

Ocasionalmente são muito vivas. Em outros casos são não pronunciadas, e podem desaparecer rapidamente. Quando não houver a menor estimulação do nervo ótico pelos raios luminosos, o centro visual do cérebro não mostrará nenhuma reação, e haverá o negror absoluto.

Quando não há tensão menta, o campo será preto. Pode-se comandar a mente mantendo-a atenta ao campo que aparece, e aguardando o negror chegar, o qual é a prova de que a mente está em condição normal de relaxamento. Se se tem urgência de eliminar as fagulhas no campo, o efeito é para prevenir o relaxamento. Mas deve haver confiança firme e sincera, e desejo preciso que mantenha a intenção da mente.

A prática da empalmação foi designada por Dr. Bates como um expediente que é simples e facilmente realizável, e tem um efeito direto sobre o centro de visão no cérebro. Ele pensava ser, talvez, a mais eficaz de todas as técnicas que sugeriu. Tenho verificado que até mesmo crianças podem compreender o que é necessário fazer, e freqüentemente elas têm grande sucesso em enxergar o negror absoluto quando os olhos estão fechados. Dr. Bates até mesmo sugeriu que a medida e o grau de pretidão que é imaginado quando os olhos fechados podem ser usados como um teste do grau de relaxamento atingido.